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21 de março de 2012

Concurso "Faça lá um poema"- os poemas da ESL

Neste Dia Mundial da Poesia, aproveitamos para divulgar os melhores poemas da nossa escola, que foram submetidos ao concurso nacional “Faça lá um poema”, organizado pelo Plano Nacional de Leitura e o Centro Cultural de Belém.


Os autores dos textos são as alunas Andreia Moreira, do 9.º C, e Susana Martins, do 12.º C. Parabéns às vencedoras e um grato reconhecimento aos restantes participantes.

Notícia do concurso >>
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23 de dezembro de 2011

Poema do Menino Jesus

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23 de novembro de 2011

Dia da Floresta Autóctone

Cada árvore é um ser para ser em nós
Para ver uma árvore não basta vê-la
a árvore é uma lenta reverência
uma presença reminiscente
uma habitação perdida
e encontrada
À sombra de uma árvore
o tempo já não é o tempo
mas a magia de um instante que começa sem fim
a árvore apazigua-nos com a sua atmosfera de folhas
e de sombras interiores
nós habitamos a árvore com a nossa respiração
com a da árvore
com a árvore nós partilhamos o mundo com os deuses
                                                                    António Ramos Rosa

O Ecotorgas assinalou o Dia da Floresta Autóctone, promovendo uma palestra sobre a importância da conservação das florestas naturais e distribuindo gratuitamente árvores para serem plantadas. 
No final da sessão também foi apresentada a antologia Floresta das Letras, uma publicação digital, ainda em construção, que reúne textos literários alusivos à floresta. A comunidade escolar pode ainda participar, enviando, até ao próximo dia 30 de novembro, textos para serem incluídos na antologia. A sua versão final será divulgada em dezembro, na página web da escola e nos blogues da biblioteca e do Ecotorgas.

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2 de julho de 2011

Sofia Soares distinguida com Menção Honrosa no Concurso Literário «DAR VOZ À POESIA»

Na sequência da realização da 15ª Edição do Concurso Literário «Dar Voz à Poesia» - 2010/2011, a SOFIA RAQUEL BAPTISTA SOARES, aluna da ESL, do 9º ano, foi distinguida com uma MENÇÃO HONROSA pela participação no Concurso com o poema “Numa Palavra Vida”. 
Amanhã, dia 3 de Julho, serão entregues os prémios, no Auditório do Centro de Arte de Ovar, no âmbito da 22ª Feira do Livro & Multimédia de Ovar.
Este concurso, de âmbito nacional e internacional, organizado pela Câmara Municipal de Ovar e Escola Secundária Júlio Dinis (Ovar), com a colaboração da Escola Secundária de Estarreja, visa divulgar e premiar trabalhos de poesia inéditos, em Língua Portuguesa, e destina-se, a nível nacional, a alunos, docentes, pessoal auxiliar e administrativo e elementos de Associações de Pais de todas as escolas do País; já a nível internacional, dirige-se a todos os cidadãos emigrantes de nacionalidade portuguesa, cidadãos de Países de Língua Oficial Portuguesa e a estudantes/falantes de Língua Portuguesa.
Na sua 15ª edição, o “Dar Voz à Poesia” é já um concurso de projecção e, todos os anos, centenas de poemas são recebidos. “Dar Voz à Poesia” é também o nome da colectânea que reúne todos os premiados e que é publicada de três em três anos, sendo que a V Colectânea deverá ser publicada em 2012.

O poema “Numa Palavra Vida” já foi aqui referido quando foi seleccionado para representar a escola no Concurso “Faça lá um poema”, mas é com muita alegria e orgulho que voltamos a divulgá-lo.
Lista dos trabalhos premiados >>

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25 de abril de 2011

Poema de Abril

De Coração e Raça

"Sou português de coração e raça
Não há talvez maior fortuna e graça"

Sou português de coração e raça
meio século comido pela traça
fechados numa caixa
e agora ou vai ou racha
e agora ou vai ou racha

Agora vamos é ser
donos do nosso trabalhar
em vez de andar para alugar
com escritos na camisa
e o dinheiro que desliza
do salário para a despesa
compro cama vendo mesa
deito contas à pobreza

Sou português de coração e raça
meio século comido pela traça
fechados numa caixa
e agora ou vai ou racha
e agora ou vai ou racha

Agora vamos é ser
donos do nosso produzir
em vez de ter que partir
com escritos numa mala
e a idade que resvala
do nascimento para a morte
vou para o leste perco o norte
e o meu corpo é passaporte

Sou português de coração e raça
meio século comido pela traça
fechados numa caixa
e agora ou vai ou racha
e agora ou vai ou racha 

Sérgio Godinho, in Canções de Sérgio Godinho, Assírio e Alvim                                                           

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22 de abril de 2011

Dia da Terra

De manhã, apanho as ervas do quintal. A terra, 
ainda fresca, sai com as raízes; e mistura-se com 
a névoa da madrugada. O mundo, então, 
fica ao contrário: o céu, que não vejo, está 
por baixo da terra; e as raízes sobem 
numa direcção invisível. De dentro 
de casa, porém, um cheiro a café chama 
por mim: como se alguém me dissesse 
que é preciso acordar, uma segunda vez, 
para que as raízes cresçam por dentro da 
terra e a névoa, dissipando-se, deixe ver o azul. 
Nuno Júdice, A Origem do Mundo, in Meditação sobre Ruínas,
Livros Quetzal, 1995

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21 de março de 2011

Dia Mundial da Poesia

Excerto do poema “A Pluma Caprichosa” de Alexandre O’Neill

Este é um dos vídeos presentes no DVD “Voz”, que está disponível na biblioteca da ESL. O DVD "Voz" é um resultado das Produções Fictícias, RTP e a Até ao Fim do Mundo, em parceria com a Fundação EDP, e baseia-se num conceito já exibido na RTP1, com ideia original de Nuno Artur Silva, em que diversas personalidades da música, do teatro e da televisão dizem poemas de Luís de Camões, Fernando Pessoa, Jorge de Sena e Sophia de Mello Breyner Andresen, entre outros, propondo-se fazer uma abordagem contemporânea da poesia, nas suas múltiplas variantes, conjugando-a com a música, as artes visuais e colocando-a em contextos inesperados.

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14 de fevereiro de 2011

"Código Postal" de João Negreiros

As paredes desta casa já viram tudo 
[…]
e o correio trazia para o mesmo destinatário as cartas de amor de quem já não mora aqui 
e eu não quero saber 
abro-as e leio-as como se fossem minhas como se fossem tuas 
e violo-lhes a correspondência como se fosses tu 
esqueço a letra e os erros de ortografia e imagino que me escreves todos os dias 
[...]
                                                                                              João Negreiros, excerto do poema “Código Postal”  

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13 de fevereiro de 2011

Os poemas da ESL para o concurso "Faça lá um poema"

Os poemas que vão representar a ESL no Concurso Faça Lá Um Poema já foram seleccionados pelo júri, e os seus autores são as alunas Sofia Soares, do 9.º D, e a Carolina Pinto, do 10.º E, para as categorias 3.º ciclo do ensino básico e secundário, respectivamente.  
Parabéns às vencedoras e um grato reconhecimento aos restantes participantes, cujos trabalhos evidenciaram a sensibilidade poética dos seus criadores.
Eis os poemas que passam à fase seguinte:

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21 de janeiro de 2011

Lembrar os poemas da ESL seleccionados para o concurso “Faça lá um poema 2010” (VI)

Eu penso, mas não sei…
Nem sei se sei,
Se sei o que sei,
Se penso que sei e não sei.

Estou cansada,
Não sei…

Estou ditosa,
Não sei porquê
Estou orgulhosa…
Penso que é
Porque sei:
Sei que saber ou não saber
Não é o que eu quero ver,
Não é o que eu quero mostrar,
Ou tocar,
Ou mesmo pensar.

Por fim,
Sei que saber
Ou não saber,
Não faz mais a diferença,
Apenas quero a presença,
A presença do saber,
Do saber aprender.
                                                                Beatriz Fonseca, 12.º ano (em 2009/2010)

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20 de janeiro de 2011

Lembrar os poemas da ESL seleccionados para o concurso “Faça lá um poema 2010” (V)

A morte
Sinceramente não sei
Como hei-de começar,
Explicar esta palavra
Que não dá para explicar.

Palavra muito forte,
Difícil de entender,
Que traz vários sentimentos,
Onde um deles é sofrer.

Traz gritos, traz dor,
Até traz aflição,
Quando sabemos que àquela pessoa
Lhe vai morrer o coração.

Não sabendo para onde irá
Aquela alma perdida,
Que esteve connosco,
Durante toda a nossa vida.

Temos então de seguir em frente,
Sem medo e com destreza,
Simplesmente nos redimindo
A esta força da Natureza.
                                                                      Daniela Alves, 9.º ano (em 2009/2010)

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19 de janeiro de 2011

Lembrar os poemas da ESL seleccionados para o concurso “Faça lá um poema 2010” (IV)

O céu do mar!

Sobre as finas ondas
Que vêm do horizonte
Erguem-se pombas,
Erguem-se vidas,
Para lá das profundezas escondidas.

Sobre as leves nuvens
Que passam pelo mundo
Erguem-se anjos,
Erguem-se mortes,
Por muitos esquecidas.

Mas qual será melhor?

Nascer do fundo dos fundos
Onde reina quem não deve reinar,
Onde manda quem não deve mandar,

Ou então…

Morrer!
Morrer no palco dos anjos,
No centro da vida para além de tudo
Onde ninguém reina,
Onde ninguém manda,
Onde ninguém vive!
                                                                            Margarida Cardoso, 9.º ano (em 2009/2010)

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18 de janeiro de 2011

Lembrar os poemas da ESL seleccionados para o concurso “Faça lá um poema 2010” (III)

Raízes
Solitária, única entre tantas outras,
Graciosa, agitando-se pelo vento,
Folhas soltas, deixam-se levar,
Libertando-se do pensamento.
É difícil, por vezes, abstrair,
Sair, enfim…
Ser livre, poder voltar a ser feliz,
Sem ter medo de mim.
Estas raízes profundas,
Que tenho cravadas no meu peito,
Que alimentam um amor impossível,
Jamais disponível.
Imagens de algo que fomos,
Lembranças de algo que não consigo apagar,
Medo do que agora somos,
Medo de não te deixar de amar.
Sentimentos que crescem,
Ramificam e que não consigo remover,
Ervas daninhas de uma vida sentimental,
De uma vida sem sentido para viver.
Sinto a falta daqueles momentos,
Em que fluía em mim mais que paixão,
Amor verdadeiro,
Pura emoção.
Sinto a tua falta,
Falta do teu carinho,
Permaneço sozinha, perdida,
Sem encontrar um caminho…
Há quem diga que no amor não há regras,
Mas para mim, para amar,
A única regra é Não pensar, não resistir,
Não duvidar.
Mas se o amor pudesse ser agendado,
Ser gerido,
Ser cuidado,
Deixaria de ser real, verdadeiro.
                            Helena Isabel Teixeira Ferreira, 11.º ano (em 2009/2010)

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17 de janeiro de 2011

Lembrar os poemas da ESL seleccionados para o concurso "Faça lá um poema 2010" (II)

Realidade
Cada lágrima
É uma gota de sofrimento,
Uma gota de dor e
Uma gota de desespero.
Cada sorriso
É um sinal de carinho,
É um sinal de amizade,
É um sinal de paz e
É um sinal de amor.
Cada sonho
É mais do que um desejo,
É mais do que um pedido.
Cada sonho é uma aventura.
Cada olhar tem seu jeito,
Sua maneira de ser, cada olhar tem um novo amanhecer.
Mas afinal só uma coisa é verdade:
                                                   A realidade.
                                                  Sofia Raquel Baptista Soares, 8º Ano (em 2009/2010)

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13 de janeiro de 2011

Lembrar os poemas da ESL seleccionados para o Concurso "Faça lá um poema 2010" (I)

Em 2010, a ESL participou no Concurso Faça lá um poema, promovido pelo Plano Nacional de Leitura e o Centro Cultural de Belém, apresentando 3 poemas por cada nível de ensino, de acordo com o limite máximo de trabalhos estipulado no Regulamento, regra esta que foi alterada para a edição de 2011. Vamos aqui lembrar esses poemas, enquanto aguardamos pelo envio dos trabalhos para o concurso deste ano:

Boneca de Trapos  
O tecido da minha pele é fraco, pálido,
Mas cobre a minha carne – algodão macio.
Sou uma boneca, espírito pouco cálido,
Visto trajes do tom mais escuro, sombrio.

A noite toda vagueio perdida, com a alma,
Sinto o imaginário vento bater-me, tão frio!
Sussurro ao meu espírito: já estou calma!
Então voltamos, eu deito-me e sorrio…

Mas continuo angustiada pela má gente
Que nunca agradece, porque é tão ingrata?
Usam-me, estragam-me emocionalmente –
Deixam-me caída, de toda esta vida farta!

Sou a tal pobre boneca: desfeita em trapos!
Que elogiam de meiga e… inteligente (?)
Não sou! Deixo-me ser tratada como farrapos,
Deixo-me cair num conforto fundo e demente!

Mas…como me rendi, como caí em tais braços?
Transformaram em nascente o meu amargo olhar!
Presa ando, a esta dor, com inabaláveis laços,
Deixa-me! – Dia e noite lhe suplico, a gritar…
                                        Judite Leite, 11.º ano (em 2009/2010)

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23 de dezembro de 2010

Poema de Natal

Poema de Natal

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
                             Vinicius de Moraes

Ouvir o texto dito pelo autor >>
Ver o poema interpretado por Camila Morgado e Ricardo Blat, extraído do documentário “Vinicius” (2005) de Miguel Faria Jr. >>

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1 de dezembro de 2010

Fernando Pessoa morreu há 75 anos

....
....
Fernando António Nogueira Pessoa

[13.Junho.1988 | 30.Novembro.1935]


Se depois de eu morrer, quiserem escrever

a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas — a da minha nascença
E a da minha morte.
Entre uma e outra cousa todos os dias são meus.
[...]
                  Fernando Pessoa | Alberto Caeiro, Poemas Inconjuntos

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14 de novembro de 2010

Porque hoje é domingo

     Domingo

     Quando chega domingo,
     faço tenção de todas as coisas mais belas
     que um homem pode fazer na vida.
     [...]
     Hoje e depois e todos os dias que vierem,
     amo a vida mais e mais
     que aqueles que sabem que vão morrer amanhã!     
     [...]
                                              Manuel da Fonseca
Texto dito por Mário Viegas

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  © Leituras em Linha | ESL

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