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13 de fevereiro de 2011

Os poemas da ESL para o concurso "Faça lá um poema"

Os poemas que vão representar a ESL no Concurso Faça Lá Um Poema já foram seleccionados pelo júri, e os seus autores são as alunas Sofia Soares, do 9.º D, e a Carolina Pinto, do 10.º E, para as categorias 3.º ciclo do ensino básico e secundário, respectivamente.  
Parabéns às vencedoras e um grato reconhecimento aos restantes participantes, cujos trabalhos evidenciaram a sensibilidade poética dos seus criadores.
Eis os poemas que passam à fase seguinte:

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21 de janeiro de 2011

Lembrar os poemas da ESL seleccionados para o concurso “Faça lá um poema 2010” (VI)

Eu penso, mas não sei…
Nem sei se sei,
Se sei o que sei,
Se penso que sei e não sei.

Estou cansada,
Não sei…

Estou ditosa,
Não sei porquê
Estou orgulhosa…
Penso que é
Porque sei:
Sei que saber ou não saber
Não é o que eu quero ver,
Não é o que eu quero mostrar,
Ou tocar,
Ou mesmo pensar.

Por fim,
Sei que saber
Ou não saber,
Não faz mais a diferença,
Apenas quero a presença,
A presença do saber,
Do saber aprender.
                                                                Beatriz Fonseca, 12.º ano (em 2009/2010)

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20 de janeiro de 2011

Lembrar os poemas da ESL seleccionados para o concurso “Faça lá um poema 2010” (V)

A morte
Sinceramente não sei
Como hei-de começar,
Explicar esta palavra
Que não dá para explicar.

Palavra muito forte,
Difícil de entender,
Que traz vários sentimentos,
Onde um deles é sofrer.

Traz gritos, traz dor,
Até traz aflição,
Quando sabemos que àquela pessoa
Lhe vai morrer o coração.

Não sabendo para onde irá
Aquela alma perdida,
Que esteve connosco,
Durante toda a nossa vida.

Temos então de seguir em frente,
Sem medo e com destreza,
Simplesmente nos redimindo
A esta força da Natureza.
                                                                      Daniela Alves, 9.º ano (em 2009/2010)

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19 de janeiro de 2011

Lembrar os poemas da ESL seleccionados para o concurso “Faça lá um poema 2010” (IV)

O céu do mar!

Sobre as finas ondas
Que vêm do horizonte
Erguem-se pombas,
Erguem-se vidas,
Para lá das profundezas escondidas.

Sobre as leves nuvens
Que passam pelo mundo
Erguem-se anjos,
Erguem-se mortes,
Por muitos esquecidas.

Mas qual será melhor?

Nascer do fundo dos fundos
Onde reina quem não deve reinar,
Onde manda quem não deve mandar,

Ou então…

Morrer!
Morrer no palco dos anjos,
No centro da vida para além de tudo
Onde ninguém reina,
Onde ninguém manda,
Onde ninguém vive!
                                                                            Margarida Cardoso, 9.º ano (em 2009/2010)

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18 de janeiro de 2011

Lembrar os poemas da ESL seleccionados para o concurso “Faça lá um poema 2010” (III)

Raízes
Solitária, única entre tantas outras,
Graciosa, agitando-se pelo vento,
Folhas soltas, deixam-se levar,
Libertando-se do pensamento.
É difícil, por vezes, abstrair,
Sair, enfim…
Ser livre, poder voltar a ser feliz,
Sem ter medo de mim.
Estas raízes profundas,
Que tenho cravadas no meu peito,
Que alimentam um amor impossível,
Jamais disponível.
Imagens de algo que fomos,
Lembranças de algo que não consigo apagar,
Medo do que agora somos,
Medo de não te deixar de amar.
Sentimentos que crescem,
Ramificam e que não consigo remover,
Ervas daninhas de uma vida sentimental,
De uma vida sem sentido para viver.
Sinto a falta daqueles momentos,
Em que fluía em mim mais que paixão,
Amor verdadeiro,
Pura emoção.
Sinto a tua falta,
Falta do teu carinho,
Permaneço sozinha, perdida,
Sem encontrar um caminho…
Há quem diga que no amor não há regras,
Mas para mim, para amar,
A única regra é Não pensar, não resistir,
Não duvidar.
Mas se o amor pudesse ser agendado,
Ser gerido,
Ser cuidado,
Deixaria de ser real, verdadeiro.
                            Helena Isabel Teixeira Ferreira, 11.º ano (em 2009/2010)

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17 de janeiro de 2011

Lembrar os poemas da ESL seleccionados para o concurso "Faça lá um poema 2010" (II)

Realidade
Cada lágrima
É uma gota de sofrimento,
Uma gota de dor e
Uma gota de desespero.
Cada sorriso
É um sinal de carinho,
É um sinal de amizade,
É um sinal de paz e
É um sinal de amor.
Cada sonho
É mais do que um desejo,
É mais do que um pedido.
Cada sonho é uma aventura.
Cada olhar tem seu jeito,
Sua maneira de ser, cada olhar tem um novo amanhecer.
Mas afinal só uma coisa é verdade:
                                                   A realidade.
                                                  Sofia Raquel Baptista Soares, 8º Ano (em 2009/2010)

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13 de janeiro de 2011

Lembrar os poemas da ESL seleccionados para o Concurso "Faça lá um poema 2010" (I)

Em 2010, a ESL participou no Concurso Faça lá um poema, promovido pelo Plano Nacional de Leitura e o Centro Cultural de Belém, apresentando 3 poemas por cada nível de ensino, de acordo com o limite máximo de trabalhos estipulado no Regulamento, regra esta que foi alterada para a edição de 2011. Vamos aqui lembrar esses poemas, enquanto aguardamos pelo envio dos trabalhos para o concurso deste ano:

Boneca de Trapos  
O tecido da minha pele é fraco, pálido,
Mas cobre a minha carne – algodão macio.
Sou uma boneca, espírito pouco cálido,
Visto trajes do tom mais escuro, sombrio.

A noite toda vagueio perdida, com a alma,
Sinto o imaginário vento bater-me, tão frio!
Sussurro ao meu espírito: já estou calma!
Então voltamos, eu deito-me e sorrio…

Mas continuo angustiada pela má gente
Que nunca agradece, porque é tão ingrata?
Usam-me, estragam-me emocionalmente –
Deixam-me caída, de toda esta vida farta!

Sou a tal pobre boneca: desfeita em trapos!
Que elogiam de meiga e… inteligente (?)
Não sou! Deixo-me ser tratada como farrapos,
Deixo-me cair num conforto fundo e demente!

Mas…como me rendi, como caí em tais braços?
Transformaram em nascente o meu amargo olhar!
Presa ando, a esta dor, com inabaláveis laços,
Deixa-me! – Dia e noite lhe suplico, a gritar…
                                        Judite Leite, 11.º ano (em 2009/2010)

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