18 de janeiro de 2011

Lembrar os poemas da ESL seleccionados para o concurso “Faça lá um poema 2010” (III)

Raízes
Solitária, única entre tantas outras,
Graciosa, agitando-se pelo vento,
Folhas soltas, deixam-se levar,
Libertando-se do pensamento.
É difícil, por vezes, abstrair,
Sair, enfim…
Ser livre, poder voltar a ser feliz,
Sem ter medo de mim.
Estas raízes profundas,
Que tenho cravadas no meu peito,
Que alimentam um amor impossível,
Jamais disponível.
Imagens de algo que fomos,
Lembranças de algo que não consigo apagar,
Medo do que agora somos,
Medo de não te deixar de amar.
Sentimentos que crescem,
Ramificam e que não consigo remover,
Ervas daninhas de uma vida sentimental,
De uma vida sem sentido para viver.
Sinto a falta daqueles momentos,
Em que fluía em mim mais que paixão,
Amor verdadeiro,
Pura emoção.
Sinto a tua falta,
Falta do teu carinho,
Permaneço sozinha, perdida,
Sem encontrar um caminho…
Há quem diga que no amor não há regras,
Mas para mim, para amar,
A única regra é Não pensar, não resistir,
Não duvidar.
Mas se o amor pudesse ser agendado,
Ser gerido,
Ser cuidado,
Deixaria de ser real, verdadeiro.
                            Helena Isabel Teixeira Ferreira, 11.º ano (em 2009/2010)

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17 de janeiro de 2011

Lembrar os poemas da ESL seleccionados para o concurso "Faça lá um poema 2010" (II)

Realidade
Cada lágrima
É uma gota de sofrimento,
Uma gota de dor e
Uma gota de desespero.
Cada sorriso
É um sinal de carinho,
É um sinal de amizade,
É um sinal de paz e
É um sinal de amor.
Cada sonho
É mais do que um desejo,
É mais do que um pedido.
Cada sonho é uma aventura.
Cada olhar tem seu jeito,
Sua maneira de ser, cada olhar tem um novo amanhecer.
Mas afinal só uma coisa é verdade:
                                                   A realidade.
                                                  Sofia Raquel Baptista Soares, 8º Ano (em 2009/2010)

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14 de janeiro de 2011

Novidades na estante *


A Colecção Pintores Portugueses, lançada pelo jornal Público, apresenta o percurso e obra de grandes nomes da pintura portuguesa, numa edição ricamente ilustrada e de grande rigor biográfico. Cada volume refere as pequenas histórias de cada quadro, o seu significado no contexto da obra e as curiosidades técnicas do seu autor.
Nuno Gonçalves, Grão Vasco,  Josefa de Óbidos, Columbano Bordalo Pinheiro, Amadeo de Souza-Cardozo, Almada Negreiros, Paula Rego e Júlio Pomar são alguns dos autores destacados nesta Colecção.
Ver algumas obras em formato digital >>

* Documentos que deram recentemente entrada na biblioteca da ESL e que estão disponíveis para consulta e/ou empréstimo. A reserva destes ou de outros documentos pode ser feita através do email da biblioteca - be.eslixa@gmail.com.

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13 de janeiro de 2011

Lembrar os poemas da ESL seleccionados para o Concurso "Faça lá um poema 2010" (I)

Em 2010, a ESL participou no Concurso Faça lá um poema, promovido pelo Plano Nacional de Leitura e o Centro Cultural de Belém, apresentando 3 poemas por cada nível de ensino, de acordo com o limite máximo de trabalhos estipulado no Regulamento, regra esta que foi alterada para a edição de 2011. Vamos aqui lembrar esses poemas, enquanto aguardamos pelo envio dos trabalhos para o concurso deste ano:

Boneca de Trapos  
O tecido da minha pele é fraco, pálido,
Mas cobre a minha carne – algodão macio.
Sou uma boneca, espírito pouco cálido,
Visto trajes do tom mais escuro, sombrio.

A noite toda vagueio perdida, com a alma,
Sinto o imaginário vento bater-me, tão frio!
Sussurro ao meu espírito: já estou calma!
Então voltamos, eu deito-me e sorrio…

Mas continuo angustiada pela má gente
Que nunca agradece, porque é tão ingrata?
Usam-me, estragam-me emocionalmente –
Deixam-me caída, de toda esta vida farta!

Sou a tal pobre boneca: desfeita em trapos!
Que elogiam de meiga e… inteligente (?)
Não sou! Deixo-me ser tratada como farrapos,
Deixo-me cair num conforto fundo e demente!

Mas…como me rendi, como caí em tais braços?
Transformaram em nascente o meu amargo olhar!
Presa ando, a esta dor, com inabaláveis laços,
Deixa-me! – Dia e noite lhe suplico, a gritar…
                                        Judite Leite, 11.º ano (em 2009/2010)

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10 de janeiro de 2011

Concurso "Faça lá um poema"

Por ocasião da comemoração do Dia Mundial da Poesia 2011, que se realiza no CCB, no dia 20 de Março, o Plano Nacional de Leitura e o Centro Cultural de Belém, numa iniciativa conjunta, lançam o desafio às escolas, convidando-as a participarem no Concurso de Poesia Faça lá um poema.
À semelhança do ano anterior, a ESL vai participar nesta iniciativa, por isso convidamos os alunos do ensino básico e secundário a enviar o seu poema para be.eslixa@gmail.com, até ao dia 21 de Janeiro. Depois, um júri seleccionará o melhor texto por cada nível de ensino para submeter a concurso até 4 de Fevereiro.
Lê atentamente o regulamento e, se precisares de ajuda, podes contar com o teu professor da disciplina de Português e/ou a biblioteca. Para te inspirares, vamos publicar, nos próximos dias, os poemas que representaram a ESL na edição anterior.
Ler regulamento >>
Ver cartaz >>
Ler artigo no site da ESL >>
Sítio do concurso na internet >>

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5 de janeiro de 2011

"Os Meus Livros"

A edição de Janeiro da revista "Os Meus Livros" já está disponível na biblioteca da ESL. 
Vê o sumário aqui para saberes o que há de novo.

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3 de janeiro de 2011

Os livros de 2010

Os livros de 2010 eleitos por Eduardo Pitta, Helena Vasconcelos, Isabel Coutinho, José Manuel Fernandes, José Riço Direitinho, Maria Conceição Caleiro, Pedro Mexia, Rogério Casanova, Rui Catalão e Rui Lagartinho:

1. As Aventuras de Augie March de Saul Bellow (Quetzal)
2. Adoecer de Hélia Correia (Relógio d'Água)
3. Clarice Lispector - Uma Vida de Benjamin Moser (Civilização)
4. Salazar de Filipe Ribeiro (Dom Quixote)
5. Uma Viagem à Índia de Gonçalo M. Tavares (Caminho)
6. O Sonho do Celta de Mario Vargas Llosa (Quetzal)
7. Submundo de Don DeLillo (Sextante)
8. Um Repentino  Pensamento Libertador de Kjell Askildsen (Ahab)
9. Obra Poética de Sophia de Mello Breyner Andresen (Caminho)
10. Um Tratado sobre os Nossos Actuais Descontentamentos de        Tony Judt (Edições 70)
11. Um Traidor dos Nossos de John Le Carré (Dom Quixote)
12. Viva México de Alexandra  Lucas Coelho (Tinta da China)
13. A máquina de fazer espanhóis de valter hugo mãe (Objectiva)
14. O Quinto da Discórdia de Roberts Davies (Ahab)
15. A Viúva Grávida de Martin Amis (Quetzal)
16. Verão de J. M. Coetzee (Dom Quixote)
17. História da Vida Privada em Portugal
Direcção de José Mattoso
A Idade Média (coordenação de Bernardo Vasconcelos e Sousa)
(Círculo de Leitores - Temas e Debates)
18. Coluna de Fumo de Denis Johnson (Casa das Letras)
19. O Anjo da História de Walter Benjamin (Assírio & Alvim)
20. Memento Mori de Murial Spark (Relógio d' Água)
21. Morrem mais de Mágoa de Saul Bellow (Quetzal)

Deixa o teu comentário sobre estas escolhas: se concordas ou não com esta lista, se achas que algum livro deve ser excluído ou, por outro lado, se achas que outros livros merecem pertencer aos eleitos de 2010.
Fonte: Ípsilon
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23 de dezembro de 2010

Poema de Natal

Poema de Natal

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
                             Vinicius de Moraes

Ouvir o texto dito pelo autor >>
Ver o poema interpretado por Camila Morgado e Ricardo Blat, extraído do documentário “Vinicius” (2005) de Miguel Faria Jr. >>

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17 de dezembro de 2010

Boas férias, boas leituras

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16 de dezembro de 2010

Novidades na estante

Com esta nova rubrica, “Novidades na estante”,  pretendemos divulgar as novidades bibliográficas chegadas à biblioteca da ESL. Para já, e como estamos próximos de um período de férias que convida à leitura no aconchego do lar, destacamos os seguintes livros de literatura:
 
 Os Invisíveis - A Profecia e Os Invisíveis - O Futebol ou a Vida, de Álvaro Magalhães 
"Os Invisíveis" é uma série juvenil que tem o futebol no centro da sua acção: os grandes jogos e os momentos de exaltação colectiva, mais os seus bastidores, o que se passa nos treinos, nos balneários, na vida privada dos craques, e também o que se passa nas suas zonas mais escuras e mal frequentadas. 
Os protagonistas principais são três jovens "Invisíveis" (assim chamados por nunca se darem a ver), um de cada um dos nossos três maiores clubes (FC Porto, Benfica e Sporting), e que agem por conta de uma organização internacional que investiga os ditos ficheiros secretos do futebol.
Esses "Invisíveis" têm entre 14 e 16 anos (altura em que devem ceder o seu lugar). As suas acções caracterizam-se pela discrição e a eficácia, os seus recursos são a argúcia, a arte do disfarce e a mais avançada nanotecnologia, nomeadamente um telemóvel de sonho, que executa as funções mais improváveis.
É certo que esta série tocará fundo em todos os jovens adeptos do futebol. Porém, dada a qualidade dos enredos e o modo como eles articulam o jogo com a vida, integrando aspectos da problemática adolescente, como, por exemplo, a turbulência de outras paixões (as quais, frequentemente, colidem com a paixão pelo futebol), "Os Invisíveis" é também uma série recomendada a todos os adeptos da leitura.
(Fonte: www.wook.pt)

 Peregrinação Interior – Vol. I, de António Alçada Baptista
Publicado pela primeira vez em 1971, este texto de reflexões de António Alçada Baptista obteria de imediato um sucesso invulgar. Em tom confessional, Alçada Baptista reflecte, num livro que se lê como um romance, sobre si mesmo, os outros, a sociedade, a política, a ideologia e a religião, através de uma profunda ironia e de um impressionante sentido afectivo. (Fonte: www.wook.pt)
  
 
Archeologia Ad Usum Animae, de Ruy Cinatti (1915-1986)
Este livro dá-nos a ler Ruy Cinatti em plena maturidade poética, e pode dizer-se que se trata de um dos melhores livros do autor, numa afirmação da vida e da procura espiritual, que sempre acompanharam o autor "Paisagens Timorenses com Vultos". Uma peregrinação interior à procura de "indícios sincopados de Deus vivo", que o libertasse da angústia: "Uma saída .../ Porque de contrário vivo no inferno. (...) Mas como abrir / a porta secreta do lado de lá?" (como já antes dele José Régio também "pedira" a Deus que lhe desse um sinal que o livrasse da angústia da sua "crença não crente"). Mas, ao contrário do poeta da "Presença", que "funcionava" mais com a razão, a voz de Cinatti vem do coração, numa entrega absoluta ao amor, à amizade ("É bom gostar das pessoas. /É bom ter-lhes afeição./ Mesmo quando criaturas / mascaradas de razão"). (Fonte: www.wook.pt)
  
Um e o Mesmo Livro, de Raul de Carvalho
Ler recensão crítica de Fernando Guimarães, in Revista Colóquio/Letras, n.º 87, Set. 1985, p. 84-85. >>





 
Não é Certo este Dizer, de João Miguel Fernandes Jorge
Ler recensão crítica de Edgard Pereira, in Revista Colóquio/Letrasn.º 153/154, Jul. 1999, p. 312-313. >>

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  © Leituras em Linha | ESL

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