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22 de novembro de 2013

Poesia no Dia Mundial da Filosofia

Ontem, Dia Mundial da Filosofia, a biblioteca encheu-se de poesia, dita por professores e alunos, numa iniciativa organizada pelo Grupo de Filosofia.

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28 de outubro de 2013

Dia da Biblioteca Escolar - 28 de outubro

Outubro é o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, dedicado pela International Association of School Librarianship (IASL), em 2013, ao tema Biblioteca escolar: uma porta para a vida. De acordo com os objetivos delineados pela IASL, a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) resolveu declarar o dia 28 de outubro como o Dia da Biblioteca Escolar.
As bibliotecas do agrupamento associam-se a este evento, desenvolvendo as seguintes iniciativas: visitas guiadas às bibliotecas/formação de utilizadores (1º, 5º, 7º e 9º anos); início do Projeto “Viajar…com os livros” através da dinamização de horas de conto pelas escolas do agrupamento e entrega de baús de livros (Centro Escolar de Santão, JI de Vila Cova da Lixa, Centro Escolar de Caramos, Macieira e Pinheiro); workshops (elaboração de marcadores); celebração do Dia Mundial da Música e do Dia da Biblioteca Escolar; abertura do Clube de Leitura.

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5 de fevereiro de 2013

Dia da Internet Segura 2013


Dia da Internet Segura, que todos os anos acontece em fevereiro, comemora-se hoje, dia 5, para promover uma utilização mais segura, inclusiva e mais responsável das tecnologias online e telefones móveis, especialmente entre as crianças e jovens. As atividades comemorativas podem estender-se ao longo de duas semanas – 4 a 16 de fevereiro 2013.
Este evento é organizado a nível europeu pela REDE INSAFE e em Portugal pelo Centro Internet Segura, coordenado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. Para 2013, foi escolhida a questão dos direitos e responsabilidades de quem navega pela internet e, como lema, a expressão, traduzida para português: "Liga-te, mas com respeitinho...".

Neste âmbito, a biblioteca da ESL vai promover a sensibilização dos seus utilizadores para a segurança na internet através de tiras de BD sobre o tema, afixadas na zona multimédia, e de diversos alertas que aparecerão no ambiente de trabalho dos computadores. A par disto, serão disponibilizados recursos informativos para consulta dos utilizadores. Os materias a utilizar estão disponíveis, na sua grande maioria, no sítio da SeguraNet (www.seguranet.pt/).

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31 de outubro de 2012

Halloween_2012

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22 de outubro de 2012

Dia da Biblioteca Escolar

O Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) decidiu declarar o dia 22 de outubro como o Dia da biblioteca escolar.
Para celebrar esta data, a International Association of School Librarianship (IASL) propôs, como habitualmente, um tema aglutinador: Bibliotecas escolares: uma chave para o passado, presente e futuro.
Uma chave para o passado, porque sem memória e transmissão do conhecimento seria impossível receber a herança e património de saberes, que hoje nos identifica a todos; uma chave para o presente, porque só através do domínio da informação e gestão do conhecimento, que configuram a nossa era, podemos dar continuidade a esse legado, enriquecê-lo e projetá-lo no tempo; uma chave para o futuro, porque este dependerá sempre da ação, expectativas e capacidade de gerir as mudanças com que o desejamos tecer.
As bibliotecas são uma das criações humanas que melhor cumprem este desígnio, de perpetuar, gerar e promover o conhecimento, no sentido de uma sociedade mais culta e instruída. A importância particular das bibliotecas no campo educativo faz delas uma das chaves maiores deste desígnio.
[Fonte: RBE]
Cartaz >>

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5 de outubro de 2012

Implantação da República - exposição

Está patente, na biblioteca da ESL, uma exposição de trabalhos sobre a Implantação da República Portuguesa, realizados pela turma 12º E, com a orientação da docente Cristina Sousa. A exposição pode ser apreciada até ao dia 15 de outubro.

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4 de outubro de 2012

12º F participa nas Jornadas Europeias do Património

No dia 28 de setembro, a turma 12º F, do Curso Profissional Técnico de Apoio Psicossocial, participou nas atividades realizadas na Casa da Cultura Dr. Leonardo Coimbra, no âmbito das Jornadas Europeias do Património - O Futuro da Memória. Organizada pelo Museu Casa do Assento, a iniciativa proporcionou a encontro e diálogo dos jovens com idosos do Lar Nossa Senhora das Vitórias para se evocar os três ciclos de atividades rurais que fazem parte da identidade agrícola do concelho - linho, pão e vinho - e que se encontram em vias de desaparecer quanto ao seu modo tradicional de produção. Para estimular a memória, a Dr.ª Maria João Cunha apresentou, com a colaboração dos presentes, a exposição “Vivências passadas/memórias futuras: a cultura do linho, pão e vinho” e exibiu um filme documentário com o mesmo título. A intercalar, houve dois momentos musicais interpretados pelos nossos alunos e docentes. 
Os testemunhos dos idosos, a curiosidade e interesse da turma e, sobretudo, a interação, a alegria e a boa disposição de ambos criaram um ambiente muito especial de confraternização, contribuindo decididamente para o sucesso desta atividade. Cumpriram-se, deste modo, os objetivos de colocar diferentes gerações em diálogo sobre o importante património imaterial que constitui a "Memória”, estimular nos alunos o interesse pelas tradições e costumes do concelho e consciencializar os jovens para a importância do seu papel na salvaguarda do património imaterial do concelho de Felgueiras.
A biblioteca, que promoveu a participação da escola, agradece a dedicação e empenho dos alunos, a dinamização da diretora do curso, professora Maria Madureira, a colaboração de alguns docentes da turma e a participação especial do professor Fernando Peixoto (antigo docente da escola), que se disponibilizou para ensaiar músicas tradicionais/populares com os alunos e com estes abrilhantar o evento.

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1 de junho de 2012

Peça infantil "As Batatas Mágicas"

A propósito do dia Mundial da Criança, divulgamos o vídeo da representação da peça infantil “As Batatas Mágicas”, organizada pela turma 12.º I, do Curso Profissional Técnico de Apoio Psicossocial, no âmbito da disciplina de Área de Expressões. Esta atividade, que foi realizada ainda nas instalações provisórias da biblioteca, em junho do ano passado, contou com um público muito especial – um grupo de meninos do infantário.

O espetáculo, baseado num dos textos da autora Maria Clara Machado, conta a história do Vovô Felício, um cientista que criou uma fórmula para plantar batatas em terreno árido, em qualquer região ou clima, com resultados imediatos. Eis uma alternativa para resolver o problema da fome do país. Só que esta descoberta despertou o interesse de pessoas ambiciosas, gananciosas, interessadas em riquezas. Começa então a busca pelas batatas mágicas. Camaleão Alface, velho inimigo do Vovô Felício, e o seu comparsa vão fazer de tudo para as roubar, mas os netos do Vovô, Maneco e Lúcia, e o seu cão de estimação, Gaspar, não vão deixar. A esperteza dos meninos e a coragem do cachorro Gaspar vão garantir a segurança das batatas.

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9 de maio de 2012

Dia da Europa - exposição

Está patente na biblioteca da ESL uma exposição comemorativa do Dia da Europa, que pode ser visitada até ao dia 22 de maio. Esta iniciativa marca o início de algumas atividades organizadas pelos professores de História com o intuito de sensibilizar a comunidade escolar para as questões europeias. Podes esperar algumas boas surpresas.
Enquanto isto, aproveita para visitar a exposição, que tem também um espaço onde podes partilhar, se quiseres, a tua opinião sobre a Europa.

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23 de abril de 2012

Dia Mundial do Livro

O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Trata-se de uma data simbólica para a literatura, já que, segundo os vários calendários, neste dia desapareceram importantes escritores como Cervantes e Shakespeare. A ideia da comemoração teve origem na Catalunha: a 23 de Abril, dia de São Jorge, uma rosa é oferecida a quem comprar um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo.

Cruzando em 2012 o Dia Mundial do Livro com o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações, a DGLB apresenta duas propostas de campanhas / passatempos:
- Passatempo "Avô, como era no teu tempo?" 
- Campanha Envelhecimento Ativo e Diálogo entre Gerações
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[Fonte: DGLB)

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2 de abril de 2012

Dia Internacional do Livro Infantil

O Dia Internacional do Livro Infantil, instituído em 1967, comemora-se a 2 de abril, data do nascimento de Hans Christian Andersen. Para assinalar esta data e como tem sido habitual nos últimos anos, a DGLB publicou um cartaz, desta vez da autoria de Yara Kono, vencedora do Prémio Nacional de Ilustração do ano passado.
Divulgamos também a mensagem para este ano, que foi escrita pelo escritor Francisco Hinojosa, a convite da IBBY - The International Board on Books for Young People

Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro. Na verdade não era só um, mas muitos os contos que enchiam o mundo com as suas histórias de meninas desobedientes e lobos sedutores, de sapatinhos de cristal e príncipes apaixonados, de gatos astutos e soldadinhos de chumbo, de gigantes bonacheirões e fábricas de chocolate. Encheram o mundo de palavras, de inteligência, de imagens, de personagens extraordinárias. Permitiram risos, encantos e convívios. Carregaram-no de significado. E desde então os contos continuam a multiplicar-se para nos dizerem mil e uma vezes: “Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro…” 
Quando lemos, contamos ou ouvimos contos, cultivamos a imaginação, como se fosse necessário dar-lhe treino para a mantermos em forma. Um dia, sem que o saibamos certamente, uma dessas histórias entrará na nossa vida para arranjar soluções originais para os obstáculos que se nos coloquem no caminho. 
Quando lemos, contamos ou ouvimos contos em voz alta, estamos a repetir um ritual muito antigo que cumpriu um papel fundamental na história da civilização: construir uma comunidade. À volta dos contos reuniram-se as culturas, as épocas e as gerações, para nos dizerem que japoneses, alemães e mexicanos são um só; como um só são os que viveram no século XVII e nós mesmos, que lemos um conto na Internet; e os avós, os pais e os filhos. Os contos chegam iguais aos seres humanos, apesar das nossas grandes diferenças, porque no fundo todos somos os seus protagonistas. 
Ao contrário dos organismos vivos, que nascem, reproduzem-se e morrem, os contos são fecundos e imortais, em especial os da tradição oral, que se adequam às circunstâncias e ao contexto do momento em que são contados ou rescritos. E são contos que nos tornam seus autores quando os recontamos ou ouvimos.
E também era uma vez um país cheio de mitos, contos e lendas que viajaram durante séculos, de boca em boca, para mostrar a sua ideia de criação, para narrar a sua história, para oferecer a sua riqueza cultural, para aguçar a curiosidade e levar sorrisos aos lábios. Era igualmente um país onde poucos habitantes tinham acesso aos livros. Mas isso é uma história que já começou a mudar. Hoje os contos estão a chegar cada vez mais aos lugares distantes do meu país, o México. E, ao encontrarem os seus leitores, estão a cumprir o seu papel de criar comunidades, de criar famílias e de criar indivíduos com maior possibilidade de serem felizes. 
 (Trad. Maria Carlos Loureiro)

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27 de março de 2012

50.º aniversário do Dia Mundial do Teatro

Hoje, 27 de março, é Dia Mundial do Teatro.
Divulgamos a mensagem oficial do Instituto Internacional do Teatro, que pediu a John Malkovich um discurso comemorativo do 50.º aniversário do Dia Mundial do Teatro.


Fico honrado por o ITI – Instituto Internacional do Teatro me ter pedido para fazer este discurso comemorativo do 50.º aniversário do Dia Mundial do Teatro. Vou então dirigir estes breves comentários aos meus companheiros de teatro, meus pares e meus camaradas.

Que o vosso trabalho possa ser apaixonante e original. Que ele possa ser profundo, comovente, contemplativo, e único.
Que ele nos ajude a refletir sobre a questão do que significa ser humano, e que esta reflexão seja guiada pelo coração, sinceridade, candura, e charme.
Que consigam ultrapassar a adversidade, a censura, a pobreza e o niilismo, que muitos de entre vós serão obrigados a enfrentar.
Que sejam abençoados com o talento e rigor para nos ensinar sobre o batimento do coração humano, em toda a sua complexidade, e com a humildade e curiosidade que faça disto o trabalho da vossa vida.
 E que o melhor de vós próprios – porque só poderá ser o melhor de vós próprios, e mesmo assim apenas em raros e breves momentos – consiga definir a mais fundamental questão “como vivemos nós?”
Desejo sinceramente que o consigam.

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29 de dezembro de 2011

Centenário do nascimento de Alves Redol


       "Vocês, os mais novos, vão encontrar belas coisas para fazer... 
         Nessa altura, se o merecer, lembrem-se de mim."
Entrevista para o Jornal "República", em 27 de março de 1963

Alves Redol nasce em Vila Franca de Xira, a 29 de dezembro de 1911.

“Romancista e dramaturgo, expoente cimeiro do movimento neorrealista em Portugal, cujo início oficial há quem faça coincidir com a edição do seu primeiro romance, Gaibéus (1939), descrição da vida e da luta das gentes do Ribatejo [...]”
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. IV, Lisboa, 1997.

Testemunhos sobre o escritor e a obra:

"(...) o Alves Redol que abriu um capítulo novo ao nosso romance - o mais rico, decerto e o que mais variedade de vozes ofereceu - e que jamais fez disso galardão. O romancista que, a seguir ao Camilo, apresentou uma maior multiplicidade de temas e que nos deixou o Barranco de Cegos como uma das mais importantes criações da novelística portuguesa."
José Cardoso Pires

"Redol é um dos do povo, mais ilustrado, dormindo já noutros lençóis, lendo todos os livros que a sua inestancável sede de saber cobiça, mas cem por cento fiel à origem, nos gostos, nas opções, nas convicções absolutas."

"O radicalismo de Redol encontra-se nessa investigação do humano (que leva sempre em consideração as relações de trabalho, logo as barreiras de classe), nas investigações a que ele procede de modo cada vez mais fundo, mais rico e complexo, à medida que a sua obra cresce e abrange setores de vida e de consciência cada vez mais amplos."

"Ninguém na literatura portuguesa - nem o nosso Ferreira de Castro, nem os brasileiros Jorge Amado, Amando Fontes ou José Lins do Rego - nos deram tais provas de amor pela gente do povo, porque há qualquer coisa de visceral e de essencial no romancista de Gaibeús."
 Urbano Tavares Rodrigues

"(...) uma obra notável sob vários aspetos: autencidade, fôlego, importância histórico-literária."
Carlos de Oliveira
[Fonte: www.alvesredol.com]
Consultar mais informação >>

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23 de novembro de 2011

Dia da Floresta Autóctone

Cada árvore é um ser para ser em nós
Para ver uma árvore não basta vê-la
a árvore é uma lenta reverência
uma presença reminiscente
uma habitação perdida
e encontrada
À sombra de uma árvore
o tempo já não é o tempo
mas a magia de um instante que começa sem fim
a árvore apazigua-nos com a sua atmosfera de folhas
e de sombras interiores
nós habitamos a árvore com a nossa respiração
com a da árvore
com a árvore nós partilhamos o mundo com os deuses
                                                                    António Ramos Rosa

O Ecotorgas assinalou o Dia da Floresta Autóctone, promovendo uma palestra sobre a importância da conservação das florestas naturais e distribuindo gratuitamente árvores para serem plantadas. 
No final da sessão também foi apresentada a antologia Floresta das Letras, uma publicação digital, ainda em construção, que reúne textos literários alusivos à floresta. A comunidade escolar pode ainda participar, enviando, até ao próximo dia 30 de novembro, textos para serem incluídos na antologia. A sua versão final será divulgada em dezembro, na página web da escola e nos blogues da biblioteca e do Ecotorgas.

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25 de abril de 2011

Poema de Abril

De Coração e Raça

"Sou português de coração e raça
Não há talvez maior fortuna e graça"

Sou português de coração e raça
meio século comido pela traça
fechados numa caixa
e agora ou vai ou racha
e agora ou vai ou racha

Agora vamos é ser
donos do nosso trabalhar
em vez de andar para alugar
com escritos na camisa
e o dinheiro que desliza
do salário para a despesa
compro cama vendo mesa
deito contas à pobreza

Sou português de coração e raça
meio século comido pela traça
fechados numa caixa
e agora ou vai ou racha
e agora ou vai ou racha

Agora vamos é ser
donos do nosso produzir
em vez de ter que partir
com escritos numa mala
e a idade que resvala
do nascimento para a morte
vou para o leste perco o norte
e o meu corpo é passaporte

Sou português de coração e raça
meio século comido pela traça
fechados numa caixa
e agora ou vai ou racha
e agora ou vai ou racha 

Sérgio Godinho, in Canções de Sérgio Godinho, Assírio e Alvim                                                           

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23 de abril de 2011

Mensagem da BAD alusiva ao “Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor”

Leitores

O que hoje comemoramos é muito mais do que o Dia do Livro, a sua euforia, a sua utilidade, o seu dia. Hoje, a propósito do Livro – e dos autores – assinalamos o modo como a humanidade resistiu à barbárie, como ela descobriu e fixou a poesia, o tempo, as epopeias, as paisagens, as aldeias recolhidas nas planícies, os pinhais abrigados num declive, a voz humana, o empréstimo do horror e da crueldade, a hora de dizer ‘não’ e a hora de dizer ‘sim’, as portas abertas numa casa vazia.

Assinalamos também, neste dia, o facto de as palavras terem um destino que se prolonga até onde formos capazes de levar algumas ideias tão simples, como a ideia de livro, a ideia de leitura, a de biblioteca, de partilha, de invenção, de página em branco, a de perdição por um romance ou por uma história repetida, repetida, repetida ao longo dos tempos.

Comemoramos este dia – de entre todos os outros – porque sabemos que a vida pode ser mudada por um livro, por um autor; que a nossa vida está perdida e, ao mesmo tempo, reunida nessas páginas de livros que passaram pelas nossas mãos ou aguardam o encontro entre a curiosidade e a pacificação, entre o gosto pela leitura e o gosto pela vida, entre as coisas que fomos e o que ainda havemos de ler.
Que existam, pois, bibliotecas, livros, autores, capítulos e fragmentos, sonetos, odes, histórias, episódios, esquecimentos, caminhos perdidos no meio das florestas ou desfeitos pela luz do mar, contos, novelas e números, fórmulas, apêndices e rostos amados. Que tudo exista. Porque todos nós somos leitores.

Este é o nosso dia, o princípio de todos os dias.
Francisco José Viegas

Esta Mensagem aos Leitores, da autoria do escritor Francisco José Viegas, foi divulgada pela BAD – Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalista para comemorar o “Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor”.

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Dia Mundial do Livro

O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Trata-se de uma data simbólica para a literatura, já que, segundo os vários calendários, neste dia desapareceram importantes escritores como Cervantes e Shakespeare. A ideia da comemoração teve origem na Catalunha: a 23 de Abril, dia de São Jorge, uma rosa é oferecida a quem comprar um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo.

Todos os anos, a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas assinala este dia com a publicação de um cartaz que distribui por bibliotecas, livrarias e outros espaços culturais. Com este cartaz, pretende-se chamar a atenção para a importância do livro e da leitura como forma de melhorar os índices de literacia das diferentes camadas da população.
O cartaz deste ano é da autoria do artista plástico e ilustrador João Vaz de Carvalho. Premiado nacional e internacionalmente, editado em vários países, é hoje reconhecido como um dos mais prestigiados artistas do sector.
[Via DGLB]

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22 de abril de 2011

Dia da Terra

De manhã, apanho as ervas do quintal. A terra, 
ainda fresca, sai com as raízes; e mistura-se com 
a névoa da madrugada. O mundo, então, 
fica ao contrário: o céu, que não vejo, está 
por baixo da terra; e as raízes sobem 
numa direcção invisível. De dentro 
de casa, porém, um cheiro a café chama 
por mim: como se alguém me dissesse 
que é preciso acordar, uma segunda vez, 
para que as raízes cresçam por dentro da 
terra e a névoa, dissipando-se, deixe ver o azul. 
Nuno Júdice, A Origem do Mundo, in Meditação sobre Ruínas,
Livros Quetzal, 1995

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2 de abril de 2011

Cartazes do Dia Internacional do Livro Infantil

Cartaz da DGLB da autoria de Bernardo Carvalho
Cartaz do IBBY da autoria da ilustradora Jüri Mildeberg

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1 de abril de 2011

Mensagem do 2 de Abril/2011, Dia Internacional do Livro Infantil

IBBY (International Board on Books for Young People) divulga anualmente uma mensagem de incentivo à leitura dirigida às crianças de todo o mundo. A mensagem deste ano pertence a Aino Pervik* e chama-se The Book RemembersA versão traduzida para português chama-se O livro recorda (tradução de José António Gomes) e é a seguinte:

O LIVRO RECORDA
Aino Pervik
“Quando Arno e o seu pai chegaram à escola, as aulas já tinham começado.”
No meu país, a Estónia, quase toda a gente conhece esta frase de cor. É a primeira linha de um livro intitulado Primavera. Publicado em 1912, é da autoria do escritor estónio Oskar Luts (1887-1953).
Primavera narra a vida de crianças que frequentavam uma escola rural na Estónia, em finais do século XIX. O Autor escrevia sobre a sua própria infância e Arno, na verdade, era o próprio Oskar Luts na sua meninice.
Os investigadores estudam documentos antigos e, com base neles, escrevem livros de História. Os livros de História relatam eventos que aconteceram, mas é claro que esses livros nunca contam como eram de facto as vidas das pessoas comuns em certa época.
Os livros de histórias, por seu lado, recordam coisas que não é possível encontrar nos velhos documentos. Podem contar-nos, por exemplo, o que é que um rapaz como Arno pensava quando foi para a escola há cem anos, ou quais os sonhos das crianças dessa época, que medos tinham e o que as fazia felizes. O livro também recorda os pais dessas crianças, como queriam ser e que futuro desejavam para os seus filhos.
Claro que hoje podemos escrever livros sobre os velhos tempos, e esses livros são, muitas vezes, apaixonantes. Mas um escritor actual não pode realmente conhecer os sabores e os cheiros, os medos e as alegrias de um passado distante. O escritor de hoje já sabe o que aconteceu depois e o que o futuro reservava à gente de então.
O livro recorda o tempo em que foi escrito.
A partir dos livros de Charles Dickens, ficamos a saber como era realmente a vida de um rapazinho nas ruas de Londres, em meados do século XIX, no tempo de Oliver Twist. Através dos olhos de David Copperfield (coincidentes com o olhar de Dickens nessa época), vemos todo o tipo de personagens que ao tempo viviam na Inglaterra — que relações tinham, e como os seus pensamentos e sentimentos influenciaram tais relações. Porque David Copperfield era de facto, em muitos aspectos, o próprio Charles Dickens; Dickens não precisava de inventar nada, ele pura e simplesmente conhecia aquilo que contava.
São os livros que nos permitem saber o que realmente sentiam Tom Sawyer, Huckleberry Finn e o seu amigo Jim nas viagens pelo Mississippi em finais do século XIX, quando Mark Twain escreveu as suas aventuras. Ele conhecia profundamente o que as pessoas do seu tempo pensavam sobre as demais, porque ele próprio vivia entre elas. Era uma delas.
Nas obras literárias, os relatos mais verosímeis sobre gente do passado são os que foram escritos à época em que essa mesma gente vivia.
O livro recorda.
 Tradução: José António Gomes

* Nascida em 1932, na Estónia, Aino Pervik publicou cerca de meia centena de livros para crianças, a par de poesia e narrativas para adultos. Distinguida com vários e prestigiosos prémios e traduzida em diversas línguas, obras suas têm sido adaptadas ao teatro e ao cinema. A velha mãe KunksArabella, a filha do pirataPaula aprende a sua língua (integrado numa série protagonizada pela mesma personagem), são apenas três dos seus títulos mais conhecidos.
[Via DGLB]

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